terça-feira, 24 de novembro de 2015

Possibilidade de terceira opção

Hoje em dia, as pessoas têm inventado uma terceira opção para tudo. Não há mais certo e errado, há certo, meio-certo e errado; sim e não passou para sim, não e nem um dos dois...Por que isso está acontecendo? Porque as pessoas não aceitam estar erradas, não querem se comprometer. Uma pergunta simples que caberia uma resposta de sim ou não pode ter uma resposta do tipo "depende". Ou uma resposta que ao final perguntamos "isso é ou sim?" A resposta é "não". Confirmando, perguntamos "então é não?" A pessoa nos diz "olha, não é um sim, mas também não é um não". 

Dizer que o outro está errado é algo que tem sido visto como ofensivo. Sem desejo de dizer sim, mas sem coragem pra dizer não muitos dizem "talvez", "depende" ou tantas outras opções. O problema é que as Escrituras nos instruem que só há duas opções na vida "certo ou errado", "luz ou trevas", "sim ou não", "céu ou inferno". São muitas as passagens, Mateus 5.37, Efésios 5.8, Mateus 12.30,  Lucas 11.23, Josué 24.15, Mateus 6.24, Lucas 16.13...

Os "cristãos" deixaram de seguir a Bíblia. Sem ela como regra de fé e prática tudo o que resta são as invenções humanas. A falta de amor nos leva a permitir que as pessoas pensem e façam o que desejarem por acharmos que amar é a tolerância sem possibilidade de avisar aos outros sobre seus erros. Provavelmente muitos já ouviram alguém dizer que Jesus foi a pessoa mais tolerante que já existiu. Concordo! Todavia, precisamos diferenciar tolerância com passividade. A forma mais fácil de perceber a diferença é com o exemplo de um pai que tem um filho que constantemente apronta. Se o pai vê o filho fazer algo errado e simplesmente ignora o erro do filho, finge que não há nada de incorreto ele é alguém passivo, que não demonstra amor, não corrige. Se o pai ao se deparar com uma situação como essa vai conversar com o filho e mostrar o erro, isso é um exemplo de tolerância. A intolerância seria o pai partir para cima do filho e agredi-lo por ter cometido o erro, sem sequer dar a chance de saber o motivo que levou o filho a agir daquela maneira.

A tolerância, seja religiosa, seja moral, ou no sentido que for, só existe se há a possibilidade de diálogo, de aceitar. Importante dizer que o aceitar não significa concordar com o outro ou com a atitude do outro, mas não fazê-lo mudar a força. Pode-se dizer que a tolerância, no sentido popularmente dito, é uma via de mão única. Quem pede tolerância ao outro, geralmente, é o intolerante.

Se Jesus era extremamente tolerante, no sentido popular, ele JAMAIS diria que "é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus." (Mateus 10.25), nem teria expulsado os vendedores do templo.

Uma música do Fruto Sagrado é bem clara quanto a aceitação do sim e não concomitantemente: 

Mais uma vez o mundo mudou de século,
Pra variar quase nada mudou
Porque o quase não muda nada
Por que quase não é nada, meu amor
O quase ainda não aconteceu
Não funciona, não faz diferença
Tá quase lá, tá quase, falta pouco
Termina logo ou vão passar o rodo
Quase pode ser a derrota
A impotência, a estrada torta
Pode não acontecer nada
Como nadar e morrer na praia
Quase chega sempre atrasado
Ele não vence, não é exato
É patético, é lamentável
É a desculpa dos fracassados

Quase não satisfaz
Não satisfaz ninguém
Quase não satisfaz ninguém

Quase não é
Ainda não existe
É incompleto é inacabado
Não terminou, por isso é quase
Faça sua escolha antes que o tempo acabe
Não existe quase homem, quase mulher
Quase santo, quase livre, quase sal
Não existe quase virgem, quase fiel
Você é quase humano ou um animal?

Não existe quase sorte
Não existe quase gol
Não existe quase morte
Não existe quase rock'n roll
Só o medíocre gosta do quase
Porque o medíocre é quase alguém.

O quase não existe e se não existe só há um fim para ele, não existir.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Desconhecimento / Descrença das Escrituras

As pessoas "cristãs" em nossos dias dizem conhecer a Bíblia, mas uma pesquisa mostra que não a conhecem, ou pior, creem que nela apenas alguma coisa é verdadeiramente crível. Conforme a pesquisa, apesar de crerem na realidade do céu após a morte, alguns acreditam que é possível alcançá-lo por outros meios que não a fé em Jesus. Importante destacar que nesse ponto a pesquisa não diz que se trata de pessoas adeptas a uma teologia liberal.

Entre outras coisas as pessoas nessa pesquisa não acreditam no inferno, veem-se como pessoas boas, e enxergam a Deus como um ser irado que pode por um pequeno pecado lançá-las no inferno (apesar de sua conversão). Para maiores curiosidades quanto a crença dessas pessoas acessem o link da pesquisa:

http://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-evangelicos-doutrinas-basicas/

Primeiramente, quero começar a comentar a pesquisa a partir da crença das pessoas. Não há como aceitar que alguém diga que não aceita a Bíblia como verdade e crê em parte do que ela instrui. Ou partimos do pressuposto de que ela é verdadeira ou a rejeitamos como um todo. Não há como fazer uma seleção do que é ou não válido. Também não é possível aceitar a Bíblia como um livro divinamente inspirado (2 Timóteo 3:16 e 2 Pedro 1:21) e crer que todos os demais livros religiosos o são, pois há que negar a "verdade" que consta em cada um deles.

Não há um "deus" que seja reverenciado por todas as religiões cada um a sua maneira (Tiago 2:19 e Deuteronômio 6.14), senão o que haveria seria um deus louco que para cada grupo dá mandamentos distintos, que cobra de cada um uma forma de salvar-se (e para alguns não haveria condenação). Ou cremos que há uma só vida (Hebreus 9.27) ou cremos que há a possibilidade de reencarnação.

Outra heresia aceita por alguns é que Jesus não era Deus ou não era homem de verdade. Todavia João 10.30 nos diz outra coisa "eu e o Pai somos um", bem como que ele tornou-se carne (humano) e que ele é criador e não criatura (João 1.2,14). Se Jesus não fosse Deus, não poderia perdoar pecados e nos salvar, todavia se ele não fosse humano, nós continuaríamos sendo condenados pois um ser humano tinha que pagar os pecados de sua raça. E mais, ele não poderia ter pecado, senão qualquer humano poderia pagar o preço.

O Espírito Santo, que algumas pessoas dizem ser uma energia, uma força ou qualquer outra coisa, é uma pessoa e faz parte da trindade (Mateus 28.19). Muitos pensam que ele somente agiu a partir do período do Novo Testamento, mas em todo Antigo Testamento podemos ver menção ao agir do Espírito (Gênesis 1.2 e Isaías 11.2). Da mesma forma Cristo se manifestou durante o período do Antigo Testamento, ainda que não sendo chamado de Jesus, Cristo ou messias (Gênesis 32.28, Josué 5.13-15 e João 1.3).

A salvação não vem por iniciativa própria do homem. Deus não olha com bons olhos aqueles que são "bons", porque todos pecaram e ninguém é capaz de fazer o bem (Eclesiastes 7.20, Salmos 14.3 e Romanos 7.19). Se Deus não agir não há conversão, nem arrependimento de pecados (João 16.8).

A última crença incorreta dos pesquisados é que não precisam da igreja, que o sermão ouvido não lhes impõe responsabilidade e que podem interpretar a Bíblia como bem desejarem. Se quiserem ler as Escrituras como bem desejam apenas estão cavando a própria sepultura (2 Pedro 2.12 e 2 Pedro 3.16). Quando da leitura da Bíblia deve-se fazer exegese e não eisegese, explico, devemos ir no texto e extrair deles lições que ele ensina e não criar doutrinas, ensinamentos e correr para o texto para tentar validá-los. Conforme ouvi certa vez, quem usa o texto como pretexto para seu próprio texto faz "exejegue". E isso é condenado pelas Escrituras (II Coríntios 11.4 e Gálatas 1.7). A igreja existe não porque não há salvação fora da instituição, mas porque é nela que temos comunhão, que partilhamos o pão, que somos exortados e auxiliados nos momentos difíceis e demonstramos que fazemos parte de uma família, a família de Deus (Atos 4.32, Efésios 4.2 e Filipenses 2.15).

Todo o desconhecimento das Escrituras provém, também, da falta de conhecimento da história, especialmente da história da igreja. Se todos a conhecessem, veriam que sempre houve líderes que criavam heresias que tinham que ser combatidas. Isso gerou a necessidade de elaborar os credos, que nada mais são do que as confissões de fé. Através deles podemos ler a Bíblia tendo ciência de que não estamos a interpretando de maneira aleatória (principalmente se não temos livros que nos instruam sobre cada livro da Bíblia - quem escreveu, situação histórica, para que/quem).

Hoje, com a internet podemos ler a Bíblia a partir de uma ótica correta, pois há sites diversos com material confiável e útil (claro que nem todo site é bom/confiável). Termino o texto lhe convidando a ler mais a Bíblia para conhecê-la e descobrir alguns sites bons com comentários bíblicos, artigos interessantes e relevantes, parte de história da igreja, doutrinas sólidas e firmadas nas Escrituras Sagradas e outras coisas mais para quem tem sede de buscar a Deus de maneira correta.

http://voltemosaoevangelho.com/blog/

http://www.ministeriofiel.com.br/bibliotecajoaocalvino/

http://monergismo.com/

http://tempora-mores.blogspot.com.br/


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A doutrina da Graça e o ensino do Papai Noel

Apesar de estarmos relativamente longe do natal, quero pensar no que normalmente se ensina para as crianças sobre o Papai Noel e mostrar como nossa mentalidade nos leva a não aceitarmos a doutrina da graça.

Desde pequenos somos instados a rejeitar a graça em nossas vidas. Quando crianças ouvimos a famosa frase: "se não se comportar direitinho o Papai Noel não vai trazer aquele presente que você tanto quer". Ou se não passar de ano (ou ficar com média x) não vai ganhar a viagem pra Disney nas férias. Já pela adolescência ouvimos algo semelhante: "você precisa passar no vestibular/concurso público pra ganhar um carro quando fizer 18 anos". Na televisão sempre tem uma propaganda de um carrão (ou outro bem de luxo) com a frase "quem tem fez por merecer".

Inegavelmente incorporamos a mensagem que nos é passada "o que quer que eu deseje, tenho que fazer por merecer". Se após tudo isso ouvimos a mensagem do evangelho (a verdadeira, que diz que não fazemos por merecer de maneira alguma), necessariamente, vem a mente um pensamento "está faltando algo", ou seja, eu preciso fazer por merecer a salvação.

Com isso por toda a vida quando cometemos um pecado vem aquele pensamento de que o que eu acabei de fazer me fez perder a salvação, afinal de contas, nesse momento eu não fiz por merecer. Quantas vezes me pego tomando consciência de quão pecador eu sou e por isso Deus não pode me perdoar? Creio que não seja o único. Alguns instantes depois me vem o pensamento "eu nunca mereci ser tornado filho de Deus e nunca merecerei" somente então me dou conta de que não é por algo que fiz ou deixei de fazer que me tornei mais ou menos merecedor da graça de Deus. Como bem diz Efésios 2.8-9 "pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie".

Se minha salvação dependesse dos meus esforços, dos meus méritos, das minhas obras, no momento em que a ganhasse já a perderia (Salmo 14.3). O melhor exemplo de graça é aquele no qual uma criança se esforça para passar de ano, mas é reprovada. Triste, abatida e chorosa, porque seus esforços não foram o suficiente, imagina que não ganhará nada de presente de Natal, que o "Papai Noel" não vê nela méritos. Na noite de Natal a criança ganha o presente que ela tanto desejava, apesar de não merecer. Por que isso? Porque o "Papai Noel" viu nela méritos? Não, exatamente porque não viu méritos, mas por graça, e nada mais que isso, a contempla com algo que ela não consegue alcançar por seus esforços.

Quando aplicamos isso a vida real (não que a história de uma criança não seja), podemos enxergar o seguinte: Deus nos deu a lei para cumprir. Nossos esforços sempre nos deixam aquém (Gênesis 4, I Samuel 13.9-14, Êxodo 32). Assim, foi necessário que alguém pudesse cumprir a lei em nosso lugar e, assim, pagar o preço. Importante destacar que essa pessoa não poderia ter pecado (ou estaria em transgressão com a lei), bem como não poderia ser um ser finito (já que o pecado do homem é uma ofensa infinitamente grave contra Deus) e teria, necessariamente, que ser humano porque o ser humano tinha que pagar o preço. Isso nos leva a pessoa de Cristo que sendo 100% Deus e 100% homem, nasceu sem pecado e cumpriu a lei (Mateus 5.17).  O criador se fez carne e habitou entre nós (João 1.14).

A graça nos mostra que não somos responsáveis pela nossa própria salvação. Ela vem de graça (mas por um preço extremamente alto - o sangue de Cristo na cruz). Alguns dizem que já que Jesus cumpriu a lei não precisamos mais cumpri-la. Em parte, isso é verdade. Não dependemos mais do cumprimento da lei para sermos salvos, mas, se somos salvos, cumprimos a lei por amor a Cristo. O motivo do cumprimento da lei muda, não a necessidade de cumpri-la (Tiago 2.22). Um exemplo disso é o casamento. Ninguém, em sã consciência, casa e anda com uma lista de obrigações ou de proibições a serem cumpridas. A pessoa, por exemplo, não se envolve em um relacionamento extraconjugal porque ama a seu cônjuge e não porque faz parte do "contrato". Se for o caso de apenas "cumprir o contrato" com certeza, ela deixará de cumpri-lo quando tiver uma chance.

Se somos verdadeiramente salvos, nosso amor, nossa gratidão a Deus será tão grande que teremos prazer em agradá-lo, em cumprir seus mandamentos, não porque eu tenho que fazer por merecer, mas exatamente porque sei que não mereço e, ainda assim, sou agraciado com tão grande benção.

Por esses motivos temos que ter cuidado com o que ensinamos para as crianças pois, sem querer, desde pequenos aprendemos a rejeitar a doutrina da graça. Quanto a ensinar sobre o "Papai Noel" não me manifestarei neste momento. Por fim, deixo o ensinamento que nunca podemos esquecera graça é de graça e se não é de graça, posso dar qualquer outro nome que não seja graça.

sábado, 19 de setembro de 2015

Bíblia e o discurso do politicamente correto

Algumas pessoas querem ler a Bíblia e fazer dela um livro de boas maneiras. Mesmo conhecendo o seu conteúdo, decidem reinterpretar o texto de forma que ele se torne bonito, inclusivista e bem aceito pela sociedade como um todo. Alegam, também, que não compactuam com a leitura das igrejas tradicionais, dos reformadores, dos pais apostólicos (e também do próprio Cristo - apesar de não dizerem isso).

Sob alegação de que as tradições da época estão intrínsecas no texto e, por isso, seria necessário retirar da lista de pecados coisas que na época não eram bem aceitas por determinados povos e que hoje em dia são socialmente aceitas por alguns grupos. O problema é que isso implicaria em apagar todas as instruções dadas por Deus em Seu livro. Grupos que hoje defendem abertamente o aborto, o homossexualismo entre outras práticas tidas como pecado desejam dizer que não é bem assim, que a sociedade da época condenava, mas que hoje é socialmente aceito. Não estou dizendo que a sociedade atual, em geral, não aceite, mas as pessoas têm o direito de viverem como desejam, todavia isso não faz da ação menos pecaminosa.

É muito mais fácil ser a favor da legalização do aborto, por exemplo, do que a favor do sexo dentro do casamento. Todavia, o aborto nada mais é do que matar alguém. Como é possível que uma pessoa que se diga como pró-vida é contra a vida desse ser? Há certeza de que ele irá nascer? De que após 9 meses de gestação viverá por mais 60, 70, 80, 90 anos? Não, claro que não. Mas isso não é menos reprovável do que puxar uma arma de fogo e atirar em alguém com 20, 30 ou sei lá quantos anos (seja pelo motivo que for). A decisão não pode ser da mãe por ser quem carregará o feto por 9 meses. Se ela e o parceiro (seja ele quem for) decidiram ter relações sexuais sem se prevenirem é problema deles (sejam eles, casados, namorados ou até desconhecidos). Não é cabível punir alguém (que nem é capaz de se defender)  por uma escolha mal feita por alguém que agiu impensadamente (ou pior, pensou que depois seria só acabar com a vida que geraria).

Esses teólogos de esquerda, ou simplesmente liberais (sim, todos eles, necessariamente, são - também - politicamente de esquerda), tentam transformar o livro sagrado em um livro de homens sobre um deus e um povo escolhido por ele. Sim, exatamente isso, apenas mais um livro religioso que não contém uma verdade absoluta. Isso faz da Bíblia um livro mentiroso, no qual não se pode confiar.

Ler a Bíblia e fazer ela dizer o que ela nunca disse é um grande erro. Gostam muito de dizer que Jesus é inclusivista que veio para os pobres, para os excluídos. Não que isso seja mentira completa, ele quebrou paradigmas. Se misturou a pessoas desprezadas pela sociedade como órfãos, viúvas, cobradores de impostos, ladrões... Ele sempre disse que não veio para os sãos, mas para os doentes (Marcos 2.17). Jesus chamou pecadores AO ARREPENDIMENTO. Para seguir a Cristo é necessário negar a si mesmo e segui-lo (Lucas 9.23). Quando digo isso quero dizer que é necessário saber-se pecador (não me refiro a um tipo de pecado específico) e lutar contra a carne que nos faz pecar. Não é porque Jesus não discriminou ninguém que ele não ordenou que não pecassem mais (ou seja, que não se entregassem a prática do pecado - João 8.11). Importante destacar que apesar de ter comido com pecadores ele nunca sentou-se com os fariseus (aqueles conhecedores da lei e que a distorciam).

O discurso de que Jesus é politicamente correto (apesar do anacronismo) é balela pura. Ele não disse que todos que são amorosos, bons, vão para o céu. Não era adepto dessa teologia universalista que crê que Deus dará um jeito de, no final, todos irem para o céu (Mateus 25.33). Vale lembrar de que ele mesmo disse que "quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12.30). Também não pregou uma "teologia social" na qual o que importa é ajudar o pobre, o necessitado (I Coríntios 13.3 e Lucas 4.4). De que adianta ganhar o mundo (riquezas, fama, sucesso) e perder a alma (Marcos 8.36-38)? Concordo que a pregação do evangelho deve vir junto com as obras que demonstram a nossa fé (Tiago 2.18), mas não se pode aceitar uma teologia que esqueça o homem como pecador, como rumo ao inferno (caso não aceite a Cristo).


Infelizmente a mídia em nossos dias apenas dá voz a líderes religiosos que são adeptos de teologia da prosperidade e outras loucuras ou a teólogos liberais que apesar do discurso aparentemente belo não é bíblico. Os teólogos sérios, que pregam a Bíblia e nada além, por não darem audiência, são menosprezados e deixados de lado. A verdade, é que a verdade (proclamada na Bíblia), não agrada. As pessoas não aceitam serem confrontadas com o evangelho pois ele as acusa, as deixa nuas, as expõe. Assim, essas pessoas são deixadas com seus pecados (Atos 28.27). Um discurso politicamente correto jamais levará alguém para o céu.


Por fim, ainda que resolvam me acusar de inveja, ou a algum teólogo reformado sério, por não estar na mídia, (não que não estejam, mas não têm toda a projeção dada em geral aos demais) digo o seguinte: não importa que saibam o meu nome ou de algum grande teólogo ou pastor como John Piper, Augustus Nicodemus, Franklin Ferreira, D. A. Carson entre tantos outros. O importante não é verem um rosto ou um nome em letras garrafais, glorificando o homem, mas conhecerem a mensagem que essas pessoas pregam, a verdade que eles declaram. Como disse João Batista "é necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30).

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Críticas públicas aos "cristãos"

Em nossos dias é fácil ver pessoas de diversas ordens religiosas criticando as práticas cristãs. Mais do que isso, os próprios "cristãos" estão criticando suas práticas. Sim, essa prática não é recente, mas uma vez que para os não-cristãos toda religião que se autodenomina cristã isso não deveria acontecer como tem acontecido, especialmente na era das redes sociais e comunicação global instantânea.

Isso não significa que eu apoie uma teologia louca, que não reflete no que está sendo dito ou pregado. De forma alguma. Isso significa que os cristãos apenas estão publicamente boicotando sua fé, já que ao curtir / compatilhar / publicar postagens que apenas denigrem a imagem que as pessoas em geral têm dos cristãos, estão confirmando que o que elas pensam do evangelho e de seus seguidores está correto.

Vale ressaltar que muitas vezes nas postagens que se compartilham estão heresias que estamos indiretamente apoiando quando as passamos adiante. Com certeza alguém vai dizer: "você está exagerando" ou "compartilhei pois concordo com a afirmação principal da postagem e não com o que VOCÊ viu a mais nela". O problema é que no momento em que fazemos isso estamos, de certa forma, aderindo a um "contrato de adesão". Nele, por exemplo, contrato a TV por assinatura, mas estou concordando também, ainda que mentalmente não, a prestação de um serviço x que não me interessa. Isso necessariamente é espalhado para todos que têm acesso. 

As pessoas vão absorver a heresia imposta na publicação sem sequer tomar consciência, é como as mensagens subliminares de desenhos. Quem vai assistir a um desenho com essas mensagens não tem por desejo absorver essas mensagens, apenas quer se distrair com um desenho, mas são contaminadas pelas mensagens por trás dele.

Desde o início da cristandade os teólogos escreveram cartas, tratados e demais escritos para denunciar heresias pregadas por líderes religiosos que interpretavam a Bíblia a sua maneira ou que a submetiam tradições ou outros livros. Havia esse tipo de crítica ao que era pregado, mas é importante destacar que essas críticas não tinham o condão de denegrir os cristãos, bem como eles não eram vistos pelos demais como um bando de loucos que crêem em qualquer coisa ou que têm crenças e práticas iguais a outros que são criticados por eles.

Sim, a prática e teologia de diversas "igrejas cristãs" hoje estão completamente longe daquilo que é o evangelho, mas isso não significa que o Cristianismo é apenas uma religião falida. A verdade é que a igreja cristã precisa, novamente, de uma reforma, de cristãos verdadeiros comprometidos com as Escrituras, para que tanto a teologia como a prática (que nada mais é do que a teologia vivida no dia a dia) seja demonstrada para as pessoas.

Com reforma não quero dizer remoldar a teologia que recebemos de nossos pais, não é reconstrui-la a partir dos conceitos da pós-modernidade, mas voltar a seus fundamentos, voltar a 2.000 anos atrás ou pelo menos a 500 anos quando os reformadores reconceberam a doutrina cristã. Isso implica, necessariamente, também, em termos pastores que preguem de acordo com a Bíblia (e não pregar a Bíblia de acordo com seus valores), termos seminários para formar pastores que reconheçam a autoridade das Escrituras (e não querendo validar as Escrituras quando elas coincidem com "sua autoridade), ter cristãos que lêem a Bíblia e nela meditam de dia e de noite (e não que meditam em suas filosofias, crenças, etc e às vezes lêem a Bíblia - apenas a parte que entendem ser válidas).

A Bíblia deveria ser a nossa regra de fé e prática. Deveria ser nosso livro de cabeceira. Infelizmente para essa geração no máximo tem sido o "livro chato" que é lido no meio do "louvorzão" e que atrapalha o clima, que é usado "indevidamente" para condenar práticas tão aceitas hoje, que deveria deixar de existir ou ser reinterpretado por ser politicamente incorreto.

Finalizo criticando os "cristãos" que criticam cristãos. Se eles não se identificam com a igreja cristã (inclusive pastores, sim isso é verdade), eles deveriam criar seu próprio grupo, abandonando a nomenclatura "cristãos" ou repensar suas crenças e práticas a luz da Bíblia. Infelizmente é um discurso exclusivista, mas o próprio Jesus disse "quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. (Lc 11.23).

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um Deus que manda as pessoas para o inferno é mau?

Hoje em dia é comum às pessoas ao ouvirem falar sobre um Deus que manda as pessoas para o inferno, falarem algo do tipo "não creio em um Deus bom mande alguém pro inferno". A falta de ciência do que é o inferno e porque Deus é bom por mandar pessoas para o inferno faz as pessoas dizerem coisas como estas. Sim, eu disse isso e repito, Deus é bom por mandá-las. 

Para explicar de maneira compreensível e correta preciso voltar ao texto de Gênesis. Deus criou o homem e o abençoou. No capítulo 3 vemos que Deus constantemente passeava pelo jardim do Éden, ou seja, se relacionava com o homem. Deus é bom. Sempre houve a busca por relacionamento com o homem, mas este é que, por vezes, prefere um relacionamento com o diabo (Gn 3).  O pecado nos separou de Deus, abriu um abismo que não há meios humanos para cubri-lo (Rm 3.23). Poderíamos ouvir alguns dizerem que não têm culpa do pecado de Adão e Eva, não devendo serem responsabilizados. Todavia, na mesma situação apenas repetiríamos a ação deles.

Assim, com a vinda de Cristo continuamos com um abismo entre nós e Deus, todavia, agora, temos duas possibilidades, atravessar pela ponte criada (a cruz de Cristo) ou tentarmos por nossos próprios meios atravessá-la. O que essas pessoas não pensam é o seguinte, elas querem seguir suas vidas longe de Deus, mas querem herdar o céu. A parte ilógica desse raciocínio é que ainda que herdassem o céu, se Deus não estivesse lá, não seria o céu. E como essas pessoas podem desejar após sua morte herdar o céu onde Deus está se durante toda a vida tudo fizeram para se manterem longe dEle?

Muitos perguntam se não foi Deus, quem criou o mal? O mal não foi criado. O mal é a ausência de Deus (o bem supremo). Da mesma forma que os cientistas dizem que a escuridão não existe, mas que é a ausência da luz, o mal é a ausência do bem.

Quando se diz que Deus manda as pessoas para o inferno, nada mais está sendo dito do que "deu a elas o que queriam". Se as pessoas querem viver suas vidas longe de Deus, Ele apenas deixará elas por toda eternidade vivendo como desejam, longe dEle. O inferno, conforme Mateus 25, foi criado para o diabo e seus anjos, não para o ser humano.

Dizer que vive junto a Deus não é ser uma pessoa boa, alguém que ajuda o próximo, alguém que não critica o outro, que aceita bem as diferenças, que não tem preconceito. Romanos a todo instante nos diz que somos maus, que somos corrompidos. Nossa possibilidade de fazer o bem deixou de existir com a entrada do pecado no mundo. O livre arbítrio não mais existe, somos serem tendentes a fazer o mal (Rm 7.19), sequer Paulo, tido como um excelente servo de Deus, era capaz de fazer o bem.

Deus, como ser onipresente, está na Terra. Isso nos mostra porque não podemos compreender plenamente o que é o inferno. Somente lá sua ausência será plenamente sentida. Para os que desejam, lá estarão isolados de Deus. Quem nunca ouviu alguém dizer que quer ir para o inferno? Sim, há algumas pessoas que dizem. E mais, algumas dizem que querem seguir o seu deus (o diabo) no caminho do inferno e não querem de forma alguma ir para o céu.

Assim encerro com a frase que muitas vezes é dita: na verdade não é Deus que manda as pessoas para o inferno, mas as pessoas que tomam o caminho que os leva até lá. Se estão perdidas, sem saber para onde estão indo, basta que consultem o mapa que Deus mandou, a Bíblia. E se não a conhecem, é dever de quem usa esse mapa alertar aos perdidos a rota que estão tomando e que podem pegar um retorno rápido, indo na direção correta. O limite para pegar o retorno é o fim da sua vida, que ninguém sabe quando será.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Educação para a fé

Quando falamos sobre o nível da educação em nosso país pensamos apenas em questões profissionais, econômicas, etc. Infelizmente nossa educação não se resume a esses pontos. Hoje, as pessoas tem creem em diversas coisas, mas não conseguem perceber que muitas vezes acreditam em coisas contraditórias. E não me refiro a pessoas que são de determinado credo religioso, mas que apreciam outras religiões, falo de "cristãos" que desconhecem a mensagem do evangelho.

Segundo pesquisa do Instituto LifeWay Research, apenas 19% dos cristãos leem a Bíblia diariamente. Outra pesquisa, da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana, diz que metade dos pastores nunca leu a Bíblia por inteira. Em Portugal, uma pesquisa da Sociedade Bíblica diz que menos de 10% dos cristãos leram toda a Bíblia (o que não deve ser muito diferente daqui).

Não quero dizer que a simples leitura da Bíblia faz com que a pessoa seja estudada, mas se as pessoas sequer sabem o que está escrito nela, jamais poderão dar uma opinião com base nela, especialmente quanto a assuntos complexos da atualidade. Tudo o que dirão será na base do achismo, na melhor das hipóteses, baseando-se em uma pregação que tenham ouvido.

Se as pessoas não recebem (e buscam) o conhecimento, a educação (ainda que informal - desde que séria) até podem ler textos bíblicos, mas jamais saberão aplicá-los a sua vida e ainda poderão relativizar ensinos que não deveriam ser relativizados.

Quantos "cristãos" vejo nas redes sociais propagando textos de "pastores" que não deveriam ter seguidores. Sim, entendo que alguns textos as pessoas compartilham por apreciar determinados pedaços dos textos, mas que no todo nada mais são do que meias verdades. Importante lembrar que meia verdade (dentro de uma perspectiva lógica) nada mais é do que uma mentira. Ou numa prova de concurso (por exemplo) que no meio de uma frase correta colocam um "não" marcaremos verdade porque se o "não" não estivesse ali a frase seria verdadeira?

Muitos aderem a fé que leva a conseqüências muito além do que veem. Isto somente acontece porque as pessoas, hoje, não querem pensar, desejam apenas se enriquecer, sem ter trabalho, tirar boas notas, sem estudar...

Há uma ou duas gerações atrás, tínhamos pessoas simples, humildes (no que se refere a estudo), mas que conseguiam compreender uma linha de raciocínio, que conseguiam ver a conseqüência de determinados pensamentos. Hoje, dificilmente vemos alguém , ainda que tenha mestrado, doutorado, pós-doutorado, que consiga analisar um pensamento, uma ideia e ver além do que está na parte rasa.

Não é a toa que muitos "cristãos" estão compartilhando em suas redes sociais textos, como o que vi hoje, no qual um não-cristão escreve como se fosse Jesus e diz "Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor.Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado -os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado."

Sim, eu sei que o texto é contra a violência contra prostitutas, negros e transexuais/homossexuais. Mas é um texto anti-bíblico, já que, de certa forma, diz que nossa crença de que Jesus voltará para levar os seus não existe. Não, isso não está expresso, mas implícito.

Não-cristãos publicarem e compartilharem textos como esses é normal. "Cristãos", não. Antes que digam algo, não sou a favor de da violência contra esses do texto. 

Encerro dizendo que todos tem o direito a uma educação de qualidade. Deveríamos ter, mas já que não temos, é dever dos cristãos buscar estudar. A melhor forma é utilizando a proposta da EBD (inicial de sua criação), ler o texto bíblico buscando compreendê-lo e buscar fontes saudáveis e confiáveis para sua interpretação. 

Isso nos auxilia a estudar história, geografia, português e ciências. Sim, isso mesmo. Para uma interpretação adequada, precisamos saber o panorama histórico dos livros, a geografia dos lugares (leia o Salmo 121 e tente imaginar a geografia do lugar em que foi escrito), ao ler as palavras nos ajuda no português e a ciência nos mostra eventos como a criação do homem (nesse link dá pra se ter uma idéia). 

Estude, corra atrás do que você não teve (se é que não teve). E leia a Bíblia.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Renovação da fé?

Muitos teólogos e até pastores, hoje em dia diante de uma teologia liberal/científica resolveram abrir mão de seus pressupostos de fé em nome de uma fé supostamente fundamentada, inteligente e inteligível. Todavia, não apenas não manifestam sua adesão a nova teologia (Não Bíblica), bem como, adotam discursos belos de bondade para com o próximo, diálogo com todos os credos de forma a igualar os conhecimentos, isentando a todos da detenção da verdade. O problema é que, infelizmente, esses ou não veem as consequências de seus novos pressupostos ou, pior, não os querem enxergar e sequer os aceitam quando confrontados. Alegam, também, que os fundamentalistas (seriam os que se fundamentam na Palavra, não é isso???) são radicais e apenas enxergam o que bem lhes interessam, utilizando-se do texto bíblico de maneira indevida.

Preciso dizer que, assim como o pastor e teólogo Augustus Nicodemus também entendo que essa isenção, "imparcialidade que os liberais têm" não existe. Em seus discursos a verdade está com todos, e com ninguém. Ninguém pode questionar a fé do outro sob pena de ser o detentor da verdade. Neste discurso a única verdade absoluta é que não há verdade absoluta (contraditório não?).

Com isso não quero dizer que por se dizer cristão, evangélico, ou como queira se autodenominar, a pessoa tem o direito inato de humilhar o próximo por esse não ser detentor da verdade e "ser um tolo por crer em mentira". Quem crê em algo não crê por saber ser errado, mas por enxergar naquilo a verdade. O respeito é necessário. E mais, eu diria que o mandamento de amar ao próximo (tanto no AT quanto no NT) se expressa nesse caso ao saber falar com amor e respeito. É através do testemunho e confiança que ganhamos que podemos expor nossas crenças sem atacar a do outro.

Como bom calvinista digo que pregar as Escrituras para quem estiver a nossa volta é necessário, mas se a conduta não condizer com o que alegamos crer, será tudo em vão. É Deus, através de seu Santo Espírito quem convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Devemos abrir a boca para pregar, mas sem sabedoria no uso das palavras apenas produziremos ódio ao Evangelho e aos cristãos. Santo Agostinho, por exemplo, se converteu sem ninguém ao lado lhe dizendo que estava errado. Apenas lendo a Bíblia o Espírito Santo o convenceu do pecado (isso não nos exime de pregar as Escrituras).

Quero alertar a todos que creem na Bíblia como Palavra de Deus inerrante a não aceitarem discursos que contradigam os ensinamentos que nela existem. Tenho visto muitos teólogos "cristãos" que usam discursos belos, acolhedores para com todos, mas que na base deles contradizem princípios bíblicos. E digo mais. Gente estudada, com alto nível de conhecimento científico, mas que abandonou a fé e tem tido muitos seguidores (tanto das redes sociais quanto na vida real).

Por fim, uma recomendação. Prestem atenção aos sermões, às postagens e até as falas mais simplórias. A fé renovada não é aquela que é atualizada por completo dia a dia, mas aquela que acolheu os 5 pontos da reforma: Sola Fide (somente a fé genuína é capaz de salvar o homem -  não há obra que colabore ou salve, ela é mero reflexo da fé) Sola Scriptura (somente a Escritura é fonte de fé e prática, e não filosofias diversas), Solo Christus (somente Cristo salva o ser humano - todos são pecadores, cristãos ou não), Sola Gratia (apenas pela graça de Deus somos salvos - não há em nós mérito ou bondade) e Soli Deo Gloria (toda glória deve ser dada a Deus, jamais a homens ou quaisquer outros seres criados). Sempre analisem todas as postagens, sermões, etc com a Bíblia aberta. Para isso, também é necessário lê-la constantemente e por completo.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Sniper americano - uma análise teológica

Assisti ao filme após grande divulgação da mídia. Realmente, o filme é espetacular e digno de recomendação.  Agora, há algumas lições que podem ser extraídas da vida de Chris Kyle (o sniper): muitas vezes temos desculpas legítimas para não fazer algo importante, alegando que há outras prioridades, mas que, se pararmos pra pensar, não são as maiores. A outra lição é que apesar de ter feito muito por seu país,  o sniper, quando se aposenta, acredita que não fez o bastante, que ainda poderia ajudar, enquanto muitos cristãos,  especialmente líderes,  em determinada época da vida se recusam a prosseguirem seus caminhos de proclamação do evangelho por crerem que já fizeram demais. Por fim, por mais longa que a vida possa ser, só temos uma e que deve ser vivida com intensidade pois, o dia do amanhã, a Deus pertence e não vale a pena chegar ao final dela e vermos que a desperdiçamos com a falta de sabedoria.